quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ser tudo, tantos, nada, ninguém































Isto

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.


Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.


Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!



(Fernando Pessoa)



Há quem diga que tenho duas dentro de mim... Não procede: tenho dez, cem, mil... Todos têm tantos eu's, afinal... Não dá para ser igual o tempo todo, a ocasião determina a atitude, a companhia liberta ou escraviza as camadas mais profundas do verdadeiro ser. Sou o que sinto, o que acredito, o que desejo, o que me faz feliz (e infeliz)... Sou o que quero, com quem quero e quando quero... Quero tantas coisas, quero poder ser mil e não receber nenhum rótulo... Quero ser eu's.


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