Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, é uma obra emocionante, sensível, grandiosa e, sobretudo, humana. A estória relatada, através das memórias um tanto desconexas do velho Riobaldo, que apresenta espaços definidos (Norte de Minas, Bahia e Goiás) e um tipo definido, o jagunço, sobreleva-se ao adquirir caráter universal, na medida em que os maiores conflitos apresentados na obra são de natureza interior. As inquietações riobaldianas tão fortes, tão complexas são proferidas de maneira magnífica através da latente profundidade expressa através de palavras e aforismos. A incompletude do homem que o faz viver numa constante busca por respostas é marca fundamental da obra. Recomendo ardorosamente!
a.fo.ris.mo s.m. máxima ou sentença que exprime pensamento moral; ditado.
"...o mais importante e bonito, do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas estão sempre mudando. Afinam e desafinam". (p. 22)
"Viver é muito perigoso".
"E, alma, o que é ? Alma tem de ser coisa interna supremada, muito mais do que o de dentro..." (p. 25)
"O que induz a gente para as más ações estranhas , é que a gente está pertinho do que é nosso , por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!" (p. 100)
"Esta vida é de cabeça-para-baixo, ninguém pode medir suas perdas e colheitas". (p. 145)
"Viver perto das pessoas é sempre dificultoso, na face dos olhos". (p. 176)
"A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do meio do fel do desespero. Ao que, este mundo é muito misturado". (p. 221)
"...julgamento é sempre defeituoso, porque a gente julga é o passado". (p.269)
"...tudo que é bonito é absurdo..." (p. 288)
"Para ódio e amor que dói, amanhã não é consolo". (p. 304)
"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". (p.310)
"A gente sabe mais , de um homem, é o que ele esconde". (p. 337)
"... amor é a gente querendo achar o que é da gente". (p. 361)
"A gente só sabe bem aquilo que não entende". (p. 378)
"Parente não é o escolhido – é o demarcado". (p. 428)
"O amor só mente para dizer maior verdade". (p. 487)
"A vida é um vago variado". (p. 500)
"A vida é muito discordada, tem partes, tem artes, tem as neblinas do Siruiz. Tem as caras todas do Cão, e as vertentes do viver". (p. 504)
"Sossego traz desejos". (p. 524)
"Viver é um descuido prosseguido".
"Sertão é o sozinho. / Sertão: é dentro da gente. / ...sertão é sem lugar".
"Vivendo, se aprende, mas o que se aprende , mais, é só a fazer maiores perguntas".
"...quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de verdade". (p. 552)
OBS: A marcação de páginas diz respeito à edição de 2006 da Editora Nova Fronteira.
a.fo.ris.mo s.m. máxima ou sentença que exprime pensamento moral; ditado.
"...o mais importante e bonito, do mundo é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas estão sempre mudando. Afinam e desafinam". (p. 22)
"Viver é muito perigoso".
"E, alma, o que é ? Alma tem de ser coisa interna supremada, muito mais do que o de dentro..." (p. 25)
"O que induz a gente para as más ações estranhas , é que a gente está pertinho do que é nosso , por direito, e não sabe, não sabe, não sabe!" (p. 100)
"Esta vida é de cabeça-para-baixo, ninguém pode medir suas perdas e colheitas". (p. 145)
"Viver perto das pessoas é sempre dificultoso, na face dos olhos". (p. 176)
"A vida é ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança mesmo do meio do fel do desespero. Ao que, este mundo é muito misturado". (p. 221)
"...julgamento é sempre defeituoso, porque a gente julga é o passado". (p.269)
"...tudo que é bonito é absurdo..." (p. 288)
"Para ódio e amor que dói, amanhã não é consolo". (p. 304)
"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende". (p.310)
"A gente sabe mais , de um homem, é o que ele esconde". (p. 337)
"... amor é a gente querendo achar o que é da gente". (p. 361)
"A gente só sabe bem aquilo que não entende". (p. 378)
"Parente não é o escolhido – é o demarcado". (p. 428)
"O amor só mente para dizer maior verdade". (p. 487)
"A vida é um vago variado". (p. 500)
"A vida é muito discordada, tem partes, tem artes, tem as neblinas do Siruiz. Tem as caras todas do Cão, e as vertentes do viver". (p. 504)
"Sossego traz desejos". (p. 524)
"Viver é um descuido prosseguido".
"Sertão é o sozinho. / Sertão: é dentro da gente. / ...sertão é sem lugar".
"Vivendo, se aprende, mas o que se aprende , mais, é só a fazer maiores perguntas".
"...quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de verdade". (p. 552)
OBS: A marcação de páginas diz respeito à edição de 2006 da Editora Nova Fronteira.
Que legal Gabriela, trabalho com guimaraes rosa e acho sua iniciativa o máximo, parabens,
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