sábado, 25 de abril de 2009

“Onde está o amor?”

Eu quero ser feliz hoje, com pessoas que sejam felizes hoje.
Não há prazer, não há amor: “A vida não tem mais sentido, o vinho não tem mais sabor”.
Não há brilho nos olhos, não há ardor: “Quando eu terminar o curso, quando eu encontrar alguém e constituir uma família, eu vou...”
Não há empolgação no aqui e agora, não há espontaneidade: “Eu serei feliz amanhã!”.

O amanhã não existe: é uma ilusão temporal, uma utopia; não é mais que uma projeção “feliz” do hoje frustrado, frustrante e morno... E é tão difícil de (fazer) enxergar. O amanhã não existe simplesmente porque a dificuldade de agregar (e depreender) beleza do aparentemente banal e momentâneo faz com que a satisfação seja relegada e protelada a cada hoje vivido.

“Onde está o amor?”

Certamente é mais fácil acomodar-se em ilusões, mas, no final das contas, esse caminho só leva a lugares de baixa ou nenhuma relevância. Lutando fortemente contra o comodismo, eu continuarei buscando o amor (pela vida) no aqui e agora.

2 comentários:

  1. O amanhã é milagre (no sentido biblíco mesmo). Talvez seja a única manifestação de milagre que venhamos a presenciar.
    Sinta cada passo que der, pois não poderá repetí-lo. Isso é viver!!! É sentir cada momento. O momento é o que temos de tangível e nele é que podemos fazer algo. Desconfio do determinismo chamado de destino (e assim me contradigo).

    Onde está o amor? Quem inventou o amor? Me explica por favor!!! (já cantava Renato Russo)
    Existem diversas maneiras de amar, isso é o que descobri.

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  2. "Enquanto a vida vai e vem, você procura achar alguém que um dia possa lhe dizer: 'Quero ficar só com você... Quem inventou o amor ?"

    ;)

    Et Carpe Diem!

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